sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Amar o "Carinha da TI" é...


Ter a certeza de que para tudo em sua vida haverá um sisteminha ou planilha de Excel para facilitar as coisas, inclusive sua lista de compras de supermercado - o que insurgirá em um gráfico do quanto de papel higiênico você gasta por mês


Aceitar que qualquer demanda doméstica e prática que surgir terá que ser posta no Google Agenda antes de ser realizada, isso se ela não virar uma planilhinha do Excel para ser discutida numa reunião após o jantar


Aceitar que nada será tão simples quanto parece e ouvir diariamente o monólogo que diz que "se a padaria tivesse um sistema melhor, a fila não seria tão grande"


Ficar horas na mesa de um bar com os amigos de profissão dele perdida entre conversas sobre Java, Itil, SQL Server, ISO...


Toda vez que sentar para ver seus álbuns antigos ouvir que existem milhões de novas maneiras mais legais de se armazenar e visualizar as fotos sem que elas ocupem tanto espaço na estante


Ter a certeza de que mesmo numa festa de aniversário ou enterro no Quiprocó de Judas ele encontrará um outro carinha da TI e passará o tempo todo discutindo Banco de Dados ou BI


Compreender que mesmo que o trabalho dele consista em resolver tudo pelo computador ele provavelmente terá de fazer inúmeras viagens - geralmente para buracos do Brasil aonde a luz elétrica chegou apenas há alguns meses - antes de entregar tal sisteminha


Fingir que entende quando ele passa 10 minutos tentando te explicar o ato heróico de evitar um apagão nacional ao retirar um ponto e vírgula que estava no lugar errado no código fonte


Aceitar que o tempo destinado a você será sempre aquele entre o início e o término do download de uma nova ferramenta
Não notar quando ele fingi dormir com você e volta para o computador mesmo durante suas suadas férias

quinta-feira, 26 de março de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

Alguém já jogou UNO?


Os mais recentes casos de empurra-empurra no Senado Federal, evento sazonal que ocorre uma vez a cada reeleição da presidência na Casa, tornou-se um evento imperdível, que podemos exemplificar com a seguinte situação "hipotética":
Maria passou no concurso dos sonhos para um emprego no Senado Federal, neste mesmo período:
a arrogancia de Edmar ao assumir a Corregedoria levou os repórteres a descobrirem que ele tinha um castelo
por Edmar ter um castelo, Agaciel não podia ter uma mansão
se Agaciel não pode ter uma mansão, Roseane não podia fazer um agrado a seus amigos,
se a filha do chefe não pôde curtir, os diretores tiveram de sair,
se os diretores saíram os terceirizados não puderam ficar,
se os terceirizados saíram, logo Maria será imediatamente convocada para assumir os cargos vazios, certo?

A conferir...
Talvez ela compre mais sete cartas antes do fim do jogo.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Futuro da moeda


>> Texto publicado no informativo Pi do Centro Universitário UniCEUB, no 1º semestre de 2007.


O que estará reservado paras as velhas cédulas e moedas que circulam pelas mãos das pessoas do país afora?

Criadas para mediar o troca-troca de mercadorias, as cédulas e moedas dividem palco com cartões de crédito e o famoso débito em conta. São inúmeras as lojas de departamento e empresas que criam todos os dias "formas fáceis de pagamento" com carnês e cartões magnéticos. Hoje, nos grandes centros urbanos do Brasil, é possível encontrar máquinas de débito automático nas padarias da esquina ou lojas de conveniência, por mais simples que o estabelecimento seja. Nas feiras, como a Feira dos Importados de Brasília, a maioria das bancas são conveniadas para aceitar cartão de crédito.
"É muito fácil viver só com o cartão de débito no bolso. A maioria dos lugares aceita, e se não aceitam débito, aceitam crédito", é o que afirma Alisson Galvão, 25, funcionário dos Correios e adepto do débito em conta. "Acredito que no futuro as pessoas não irão mais usar cédulas, além de sujo, é perigoso!", acrescenta ele.
A cédula, apesar de prática e popular, apresenta problemas que saem caros ao governo. Em 473,6 milhões de cédulas de dois reais emitidas, o governo gasta R$ 947,2 milhões entre emissões e substituição de papel. Segundo informações do Banco Central, para cunhar uma cédula gasta-se dezenove centavos. "A cédula é feita para durar 14 meses, mas, infelizmente, na mão dos brasileiros ela só dura em torno de dois meses, pois muito têm o hábito de dobrar o dinheiro, amassar ou usá-lo como nota de recados", narra Verônica Cássia, 19, guia do Museu de Valores do Banco Central.
Nos países europeus, dos 8 bilhões de euros que circulam, metade tem que ser substituída a cada ano devido ao mal uso ou retenção em cofres domiciliares — segundo informações do European Cental Bank (ECB). Além dessa substituição o governo europeu emite 1,6 bilhões de novas cédulas ao ano para os países que adotam o novo sistema monetário. O que afirma que os gastos em manutenção e novas emissões não ocorrem apenas no país.
A moeda de metal sai a 25 centavos para o governo. Em compensação, ela é feita para durar 30 anos.
Um problema das moedas é a retenção em cofres infantis. "São feitas, todos os anos, campanhas para o uso de cédulas nos cofres, mas os resultados são muito pequenos", acrescenta Verônica. Em contradição às campanhas do Banco Central, a Caixa Econômica dá cofres em formato de porquinho para filhos de clientes na Campanha dos Poupançudos.
Outro problema do padrão monetário brasileiro é a falsificação. As cédulas mais falsificadas são as de R$ 50 e R$ 20. O governo, no mês passado, veiculou campanha intitulada "Quer ver se é real?", para esclarecer e tranqüilizar comerciantes. O medo dos comerciantes das cédulas serem falsas foi um dos motivos que fez com que as cédulas de plástico saíssem de circulação.

cédulas de plástico

Criadas em edição comemorativa, as cédulas de plástico não vingaram no país devido ao alto custo de fabricação (R$ 0,30), pois são feitas de polímero, material caro e proveniente do petróleo. Elas também não se adequaram ao clima quente do país e apresentaram grande aderência às outras cédulas de plástico. "Os comerciantes davam vinte reais de troco, quando queriam dar dez", afirma Jaqueline Souza, funcionária administrativa do Banco Central. Outro problema que despertou dúvidas quanto à falsificação foi o fato das cédulas descolorirem rápido e confundirem os lojistas.
Ainda não existem pesquisas voltadas para o fim do papel moeda. Mas com todos os problemas de manutenção das cédulas e a facilidade dos meios eletrônicos, a emissão caiu. Há dois anos não se emitem notas de um real e as de cem reais quase não são vistas em circulação, pois compras grandes também não são feitas em dinheiro.

ANA HELENA MELO

Fumaça maior que o fogo


Instituições privadas de ensino superior, temerosos com a redução do número de alunos neste ano aumentam a mensalidade para até 6,8% no Distrito Federal

O setor que em janeiro solicitou ao Governo linha especial de financiamento e não foi atendido utiliza deste e de outros argumentos, como a possibilidade de aumento do desemprego por conta da crise financeira, para aumentar ainda mais as mensalidades este semestre.
No início do ano, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) solicitou ao BNDES linha especial de financiamento para alunos, dentre os argumentos expostos pela entidade estavam o de que a crise econômica afetou as universidades privadas por conta do aumento do número de desempregados nas grandes metrópoles como São Paulo, onde a taxa de desemprego, de acordo com o IBGE, aumentou 32% em janeiro. Em documento oficial emitido pela Abmes o presidente Hermes Figueiredo afirmou: "Estamos com menos alunos, menos crédito e a inadimplência subindo. Precisamos de recursos para evitar, por exemplo, demissões de professores".
Porém o caso no Distrito Federal já é um pouco diferente. Em contraponto às justificativas das universidades de outros estados estão os dados. Segundo pesquisa publicada no último dia 26 de fevereiro pelo DIEESE, a taxa de desemprego no DF registrou variação positiva em relação ao mesmo período de 2008 aumentando apenas 0,3% em relação ao mês de dezembro. Apesar das estatísticas apontarem que o desemprego ainda não chegou ao DF, instituições como o UniCEUB aumentaram a mensalidade para 6,8%, registrando no total uma média de 2,6% de reajuste entre as faculdades do DF este semestre – conforme pesquisa publicada pelo jornal Correio Braziliense, no último dia 11 de fevereiro.
O Departamento Financeiro do UniCEUB informou não saber ao certo o motivo do reajuste, o que provocou indignação de alunos como Vinícius Paiva, recém-transferido para o curso de Letras, que antes de solicitar a transferência na faculdade anterior havia sido informado sobre o valor anterior ao reajuste. "Me programei para pagar um valor e agora quando me matriculei me assustei, pois sabia que teria um reajuste, só não sabia que era tão grande!", explica.